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19/01/2015
Atentado a la AMIA: la verdad y la justicia requieren decisiones políticas y judiciales firmes
Autor: Cels

Después de veinte años, las víctimas del atentado a la AMIA y la sociedad no tienen respuestas. El éxito de las maniobras para encubrir el atentado muestra los vínculos afianzados entre sectores de la justicia federal, de las agencias de inteligencia, de las fuerzas de seguridad y del sistema político. La consecuencia trágica de una confluencia de intereses y desidia es que el atentado más grave del que los argentinos fuimos víctimas permanece impune.

Desde los primeros momentos, la investigación judicial no avanzó sobre líneas que requerían ser profundizadas. Las demoras y los obstáculos en la causa principal que debía investigar el atentado y la que debía hacer lo propio con las maniobras de encubrimiento estuvieron determinados por un entramado ilegal de funcionamiento de las agencias de inteligencia que no fue reformado.

Por ejemplo, en el ámbito de la justicia federal la audiencia para analizar la responsabilidad penal del ex juez Juan José Galeano en el encubrimiento del atentando se realizó con seis años de demora, además hubo fiscales que no impulsaron la investigación y ni siquiera asistían a las audiencias. Como consecuencia, al día de hoy esta causa no tiene fecha para el inicio del juicio oral. Durante estos años, el gobierno nacional dejó pasar la oportunidad de intervenir sobre las estructuras de inteligencia y sus vínculos con la justicia federal, y aceptó las reglas de esa relación. Al mismo tiempo, cuando se pretendió reformar algunos aspectos del sistema de justicia federal la respuesta buscó sostener el status quo.

Estos sucesos no pueden ser parte de especulaciones políticas que pretendan sacar rédito electoral. Tanto la denuncia del fiscal Alberto Nisman, a cargo de la Unidad AMIA, como su muerte deben ser investigados con la mayor diligencia.

La gravedad de los hechos de los últimos días es parte de este proceso viciado que requiere que decisiones políticas firmes vuelvan a poner en el centro a las víctimas del atentado y a las condiciones políticas e institucionales que lo favorecieron. En este sentido es importante reformar la Secretaría de Inteligencia, fortalecer la Unidad Especial de Investigación y fijar fecha de juicio en la causa del encubrimiento.
 
Memoria Activa, representada por el CELS, llevó el caso a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos. Hace diez años, en marzo de 2005, el Estado reconoció su responsabilidad internacional por la violación de los derechos humanos por no haber prevenido los hechos, por la denegación de justicia a causa del encubrimiento y por el incumplimiento del deber de investigarlos. En esa oportunidad el Estado se comprometió a informar a la población, investigar los hechos, prevenir su repetición, compensar los daños y reformar la ley de Inteligencia. Estos compromisos no se cumplieron.
 
 
The AMIA attack: Truth and justice require firm political and judicial decisions
 
Twenty years later, the victims of the AMIA attack and Argentine society still do not have any answers. The successful maneuvers to cover up the attack expose the strong ties between sectors of the federal justice system, intelligence agencies, security forces and the political system. The tragic outcome of a confluence of interests and apathy is that the most severe attack of Argentine victims remains unpunished.

From the very beginning, the judicial investigation did not move forward on issues that merited deeper investigation. The principal case that should have investigated the attack, and the one that should have laid bare the cover-up ploys, were fraught with delays and obstacles due to an illegal operations network of intelligence agencies that was never reformed.

For example, in the context of the federal justice system, the hearing on the criminal involvement of ex-judge Juan José Galeano in the attack cover-up finally took place after six years of delay, in addition to the fact that there were prosecutors who did not push for the investigation or even attend the hearings. As a result, today there is still no oral trial date set for this case. In the years since, the national government has failed to take the opportunity to intervene in intelligence agency structures and their links to the federal justice system, accepting the rules of this relationship. At the same time, when some aspects of the justice system were targeted for reform, the response was to maintain the status quo.

These events cannot be part of political speculations aimed at electoral returns. Both the charges brought by prosecutor Alberto Nisman on behalf of the AMIA and his death must be investigated with the utmost diligence.

The severity of the events of the past few days is part of this corrupt process and calls for firm political decisions to put the victims of the attack, along with the political and institutional conditions that allowed it to happen, back at the core of this matter. It is therefore of vital importance that we reform the Intelligence Agency, strengthen the Special Investigation Unit and set a trial date for the cover-up case.

Memoria Activa, represented by CELS, took the case to the Inter-American Human Rights Commission. Ten years ago in March 2005, the State acknowledged its international responsibility for human rights violations for not having prevented the incident, for the denial of justice caused by the cover-up, and for breach of its duty to investigate the facts. On that occasion, the State made a commitment to inform the public, investigate the facts, prevent any reoccurrence, pay compensation for damages and reform the Law on Intelligence. These commitments were not met.
 
 
Atentado contra a AMIA: verdade e justiça requerem decisões políticas e judiciais firmes
 
Depois de vinte anos, tanto as vítimas do atentado contra a AMIA como a sociedade continuam sem respostas. O êxito das manobras para encobertar o atentado evidencia arraigados vínculos entre setores da justiça federal, das agências de inteligência, das forças de segurança e do sistema político. A consequência trágica da confluência de interesses e negligência é que o atentado mais grave sofrido pelos argentinos continua impune.
 
Desde o princípio, a investigação judicial não avançou sobre linhas que precisavam ser aprofundadas. Os atrasos e obstáculos na causa principal que deveria investigar o atentado, assim como naquela que deveria investigar as manobras de encobrimento, foram determinados por uma estrutura ilegal de funcionamento das agências de inteligência que não foi reformada.
 
Por exemplo, no âmbito da justiça federal, a audiência para analisar a responsabilidade penal do ex-juiz Juan José Galeano no encobrimento do atentado foi realizada com seis anos de atraso. Além disso, houve promotores que não avançaram com a investigação e sequer compareceram às audiências. Como resultado, até hoje não há data para o início do julgamento oral desta causa. Durante esses anos, o governo nacional deixou passar a oportunidade de intervir sobre as estruturas de inteligência e seus vínculos com a justiça federal, assim como aceitou as regras dessa relação. Ao mesmo tempo, quando pretendeu-se reformar alguns aspectos do sistema de justiça federal, a resposta visou manter o status quo.
 
Esses acontecimentos não podem ser parte de especulações políticas que pretendam obter lucros eleitorais. Tanto a denúncia do promotor Alberto Nisman, responsável pela Unidad AMIA, como sua morte devem ser investigadas com a maior diligência.
 
A gravidade dos fatos ocorridos nos últimos dias é parte deste processo viciado e exige decisões políticas firmes que coloquem o foco novamente nas vítimas do atentado e nas condições políticas e institucionais que favoreceram dito processo. Neste sentido, é importante realizar uma reforma da Secretaria de Inteligência, fortalecer a Unidade Especial de Investigação e definir a data de julgamento da causa de encobrimento.
 
Memoria Activa, representada pelo CELS, levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Há dez anos, em março de 2005, o Estado reconheceu sua responsabilidade internacional pela violação dos direitos humanos por não ter evitado os acontecimentos, pela denegação de justiça em função do encobrimento e por não cumprir o dever de investigar os fatos. Naquela oportunidade, o Estado se comprometeu a informar à população, investigar os fatos e prevenir que se repitam, compensar os danos e reformar a lei de Inteligência. Esses compromissos não foram cumpridos.

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